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terça-feira, 4 de novembro de 2014

um pouco de Tom Sawyer


"Aqui no Nekomata chegou mais um one-shot publicado pela JBC e acabei lendo essa manhã para comentar um pouco com vocês sobre ele."

Assim como Socrates in love, esse one-shot é um mangá baseado no livro, As aventuras de Tom Sawyer escrito pelo Mark Twain e narra a história do verão de Haru que via-se sem rumo na vida até aquele verão, que ao voltar ao interior para o funeral de sua mãe conheceu Taro, o menino mais travesso da cidade e juntos viverão aventuras que farão redescobrir a inocência da infância, numa singela e tocante historia.
Foto muito péssima tirada por min
tentando mostrar a capa principal
motivo que fez eu ler esse manga ;-;
E logo de cara posso falar que mais me chamou atenção foi a capa, não só pelo traço mas também pela combinação de cores feitas, deixando tudo mais azulado com cores fria para retratar o verão quente foi algo que me fez parar por alguns segundos na capa. Aprendi com o tempo que as cores influencia sim e já me ajudaram a intender muitas vezes até mesmo o desenvolvimento da historia, e pude apostar que apesar de retratar um verão inesquecível, também aparentava ser uma historia triste.
Continuando a uma critica mais visual, o traço desse mangá é bem diferente dos shoujos habituais. ele é cheio de hachuras bem tipico do Shin Takahashi que faz a arte desse mangá, já conhecia alguns dos trabalhos deles como Saikano e sem duvidas em ternos de traço ele é bom no que faz, e seu forte e característica principal é fugir do esteriótipo de manga que é pernas longas e magras, pelo contrario, ele deixa a anatomia física mais "gordinha"    não que isso seja um problema, alias, funcionou bem nessa história, Haru é 3 anos mais velha que Taro e se não fosse o traço que não aparentasse isso eu mesma ficaria um pouco mais incomodada, talvez minha unica critica seria o fato foi nos exageros das distorções. O que foi uma pena foi a falta das ilustrações coloridas ! Sem duvida eles tiraram o grande forte do Shin :(

como pode ver, o traço se assemelha
um pouco a Evangelion...
Levando em conta o enredo, ele é um tanto decepcionante se formos se apegar a sinopse. No final das contas ele de fato não é um romance clichê esperado para esse mangá, mas sim um relato de um verão considerando o ponto de vista de Haru, que não há nada de romance entre o dois. Esse fato tornou-se  é um ponto fraco e forte ao mesmo tempo essa ausência de cenas românticas. Eles nos mostra que não é necessário declarações, muito menos troca de afetos clichês como beijos, você entende que o relacionamento deles é especial e ponto final. Também nos retrata justamente que o importante não é o amor num relacionamento em diversas vezes. O fato de Taro ter uma namoradinha de sua idade e mostrar isso em segundo plano é para mostrar que na vida a coisas mais importantes que isso, a amizade conquistadas, a aventuras que eles estão realizando , tudo isso é mais centralizado, essa inversão de conceitos banais é claramente retratado nesse manga.
ainda estou chateada por tão poucas
paginas coloridas!
Haru e Taro não é um casal e nem se comporta como tal, o relacionamento que eles quiseram mostrar também não foi criar um cenário amoroso. Posso descrever esse relacionamento como mais que fraternos e menos que amantes. Haru enxerga Taro como uma criança e Taro assim como todos não vê Haro como uma adulta e isso que o relacionamento deles de amizade ser algo que funciona, ambos se vêm no mesmo patamar. O desenvolvimento dos personagens no decorrer do mangá é sutil porém podemos observar o quão importante foi essas pequenas mudanças que Haru acaba sofrendo.
As situações que ocorrem durante a narrativa também são uma quebra de expectativas ao leitores que estavam esperando cenas fofas entre os dois, o que há são situações que vão fazer Haru se sentir de novo a gosto da infância com brincadeiras e apesar das crianças estarem em certos momentos experimentando um pouco da vida adulta ( como os cigarros) só Haru se encontra nessa sensação de estar experimentando algo que não é normal para ela.
Num todo , o desenvolvimento também não é ruim apesar de ser uma adaptação livro para mangá, não tenho o que reclamar nesse ponto.
Por fim, minhas considerações finais são que Tom Sayer foi um mangá que me decepcionou no quesito  de expectativas mas para quem ler já situado que não é um shoujo de romance irá gostar bastante  até porque retrata uma temática bem agradável, contém personagens interessantes e um desenvolvimento bacana.


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